A gente tem mania de falar de outras gentes
Quando quer fugir da própria mente
A gente mente, vira indigente
Desconhece a si própria
Por reincidentes minutos pungentes
A gente usa as gentes mudas, estáticas
Como escudos pra manter a própria face intacta
Mas por dentro a derme inflama
E a carapuça veste a vazia carcaça
Por onde se propaga a coisa falsa
A gente é coisica de nada
Um ser insignificante diante das gentes
E as gentes não se entendem
Porque moldadas em símbolos,
Por mais que pareçam inteligíveis
A gente é ser flutuante
Alicerçada no vácuo das ideias vagas
Sobre tudo e contra todos
Porque é várias, quando cada uma
A gente precisa das gentes
Porque precisa ser plural
Mesmo que a rima não se faça presente
Por Isabela Rosemback
Que blog mais besta!
Tinha de ser o Besta, só porque tá ficando mais besta hoje! Digo, mais velho.
Achei vc. Que bom que resolveu voltar! Povoe-nos sempre com seu mundaréu de gentes… Adorei Cotidilema.
Adorei o título, me identifiquei com a palavra cotidilema… mais do que queria. Parabéns!
Adorei o poema,os outros textos do blog… Ainda volto a escrever. Me falta coragem… Um beijo!
Volte sim, Gi! Crie um blog e me passe o link!
Obrigada pela visita e pelo post no Twitter. Beijos e até a Flip!