Fragmentos bêbados

Olá, letreiros!

Este post é, como assim também foi o “O do Palco”, uma reprodução de um dos tais guardanapos amarrotados que encontro nas minhas bolsas depois de uma noite de boemia. Ele já deve ter bem uns meses, mas estava guardado na minha gaveta de coisas aleatórias. Espero que gostem da viagem.

Ponto.

 

Fragmentos bêbados

Praticamente todas as pessoas que circulam pela cidade de dia, à noite dormem. A cidade morre. Os boêmios que sobrevivem ao cair do dia também morrem, vomitando tripas de verdades indigestas mesmo quando não têm quem os ouça. Os boêmios de má fé se exploram, devoram, e também morrem.

E quando volta o sol, no outro dia, como ratos as mesmas verdades se escondem. Aliás, dizem que em todas as noites os gatos viram pardos. As pessoas, então, tornam-se igualmente opacas. O som se cala e a criminalidade exala.

Já de dia, as máscaras cobrem a tarde e o baile não passa de um dia comum. É como outro, ninguém se reconhece. De noite a escuridão invade, obedecendo aos tics que batem. As pessoas que circulavam, então, param para obedecer ao próprio corpo. E morrem.

Por Isabela Rosemback

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2 Comentários

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2 Respostas para “Fragmentos bêbados

  1. Roberta

    eu gosto de coisas com morte

  2. Fábio

    Achei massa. Adoro escrita marginal, seja no tratamento, no estilo da escrita ou só no chute nos culhões do convencional.

    Isabeatnick!

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