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Antigos rascunhos atuais

Olá, letreiros!

Passei o final de semana longe daqui e acabei mal, de cama. Mas para não deixar este espaço parado, resolvi então resgatar uns textos curtos que publiquei em um velho blog, que mantinha nos idos de 2005. Nem mexi no estilo, deixei como estavam. Tenho simpatia por eles… espero que gostem da viagem!

Ponto.

Panaoquê?

“PANACÉIA” *. a menina triste ouviu e não entendeu. ‘panacéia?’, pensou… e a conversa tornou-se cinzas fonemas que entravam baixiiiiiiinhos em seus ouvidos. ‘panacéia…’, fechando os olhinhos. e fantasiou palhaços, picadeiro, bailarinas. cambalhotas e trapezistas. E rolou entre as cores… a gargalhar!!

No caminho

No ditado ouviu: atravessar. e mesmo não sabendo direito foi lá e o fez. escreveu certinho, como manda a norma: A-T-R-A-V-E-S-S-A-R. Acertou! E todos ao seu redor adoeceram. de uma tristeza tão desusada que lhes vinham à boca bolinhas de isopor. E desde aquele dia não soube escrever outra palavra senão esta, afastando de si os que hoje soletram R-E-V-I-V-E-S-C-E-R.

Por Isabela Rosemback

* Em 2005, quando foi escrito este texto, o acento existia. Preferi deixá-lo.

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Fragmentos bêbados

Olá, letreiros!

Este post é, como assim também foi o “O do Palco”, uma reprodução de um dos tais guardanapos amarrotados que encontro nas minhas bolsas depois de uma noite de boemia. Ele já deve ter bem uns meses, mas estava guardado na minha gaveta de coisas aleatórias. Espero que gostem da viagem.

Ponto.

 

Fragmentos bêbados

Praticamente todas as pessoas que circulam pela cidade de dia, à noite dormem. A cidade morre. Os boêmios que sobrevivem ao cair do dia também morrem, vomitando tripas de verdades indigestas mesmo quando não têm quem os ouça. Os boêmios de má fé se exploram, devoram, e também morrem.

E quando volta o sol, no outro dia, como ratos as mesmas verdades se escondem. Aliás, dizem que em todas as noites os gatos viram pardos. As pessoas, então, tornam-se igualmente opacas. O som se cala e a criminalidade exala.

Já de dia, as máscaras cobrem a tarde e o baile não passa de um dia comum. É como outro, ninguém se reconhece. De noite a escuridão invade, obedecendo aos tics que batem. As pessoas que circulavam, então, param para obedecer ao próprio corpo. E morrem.

Por Isabela Rosemback

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