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Aos que chegaram e estão vindo

Olá, letreiros!

Ainda revirando meus arquivos de 2005, encontrei um poema que tem tudo a ver com o contexto de agora, quando sobrinhos e filhos de amigos super queridos estão chegando para nos encher ainda mais de alegria. Esta, então, fica sendo uma homenagem à Letícia, à Marina, ao Gabriel, ao Raí, ao meu afilhadinho Lucas e a todas as outras crianças que estão vindo à luz e que eu já adoro! E uma homenagem também às mães, claro! Espero que gostem da viagem!

Ponto.

…: Vindo

Seco rubro em corpo dela
Dela outra, então, riacho
Corrente, não vermelho
Óia! Óia só que belas águas!
Ela que não se vê, apenas sente
Só sente ela

Outra que de tanto se esconder,
à luz tiflose
Mas ainda assim, empelicado riacho
que à terra move
Que lindo rio se fará, pensa ela
Que puro rio…

Por Isabela Rosemback

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Cotidilema

A gente tem mania de falar de outras gentes
Quando quer fugir da própria mente  
A gente mente, vira indigente   
Desconhece a si própria        
Por reincidentes minutos pungentes

A gente usa as gentes mudas, estáticas    
Como escudos pra manter a própria face intacta       
Mas por dentro a derme inflama        
E a carapuça veste a vazia carcaça       
Por onde se propaga a coisa falsa

A gente é coisica de nada        
Um ser insignificante diante das gentes      
E as gentes não se entendem        
Porque moldadas em símbolos,      
Por mais que pareçam inteligíveis

A gente é ser flutuante       
Alicerçada no vácuo das ideias vagas       
Sobre tudo e contra todos      
Porque é várias, quando cada uma

A gente precisa das gentes            
Porque precisa ser plural    
Mesmo que a rima não se faça presente

Por Isabela Rosemback

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