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Hilda Hilst

Olá, letreiros!

Como alguns já sabem, e outros tantos não, sou fã incondicional de Hilda Hilst–e brigo com aquele que disser pura e simplesmente “Ah, sim, aquela escritora pornográfica!”, como mídia e desinformados tendem a rotular. Falo da autora criativa e versátil que, se viva, completaria 80 anos no último dia 21.

Para celebrar a data, a Unicamp montou a exposição “Hilda Hilst – Respiros”, que permanece aberta ao público até o dia 21 de maio, de segunda a sexta, a partir das 9h. Nela, o visitante pode conhecer a fundo os desenhos da artista, que extravasava talento para além de seus textos. Eu estou louca para ir!

Ainda como leitora que sou, continuo seca para ver o último documentário–feito com ela–de que ouvi falar. Ainda não cheguei até ele, mas encontrei um aperitivo de “HH – Um Passeio – Uma Conversa – Um dia com Hilda Hilst” no nosso salvador Youtube:



Depois de terem visto este vídeo, recomendo também que procurem o documentário “Simplesmente, Hilda”, gravado com Mora Fuentes sob direção de Ricardo Dias Picchi (NADAnoAR). Já vi, por indicação dos amigos Fábio Shiraga e Paulo Corrêa, e super gostei.

Causo – Também aproveito a deixa para para dividir com vocês como se deu o meu contato com Mora Fuentes, no ano passado. Antes de mais nada, explico que ele, além de ter sido escritor e curador da Casa do Sol (onde morou Hilda Hilst ao final da vida), foi amigo íntimo e o maior conhecedor da obra da autora de que se sabe até o momento.

Pois bem. Em 2009 escrevi matérias sobre a escritora a um jornal. Para isso, liguei para agendar entrevista com Mora na chácara, que hoje se transformou em um centro de estudos hilstianos. Deram-me, entretanto, o contato do hospital em que ele estava internado à ocasião, por complicações no rim, como o caminho para chegar até o escritor.

Sem graça, atendi às orientações e liguei para o quarto em que se encontrava. Uma voz fraquinha falava comigo do outro lado da linha, me deixando ainda mais constrangida. Mesmo assim, o escritor fazia questão de continuar a conversa e dizia que, enquanto pudesse falar de Hilda Hilst, não mediria esforços. E assim  correu um diálogo afetivo, curioso e interessante naquele início de fevereiro de 2009.

Em junho do mesmo ano, Mora Fuentes faleceu. Não ouvi falar sobre isso em lugar nenhum–soube um mês depois, durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), pelos mesmos amigos citados acima. Ao conferir o fato pela internet, encontrei algumas notas curtas e outras referências em jornais de Campinas, essencialmente. Injusto.

Portanto fica registrada aqui, também, a minha homenagem a esse grande escritor e estudioso da obra de Hilda Hilst.

Mora Fuentes na Casa do Sol, junto a 4 dos quase 100 cachorros de Hilda Hilst. Ele era o maior divulgador da obra da escritora. Foto: capturada na internet

Ponto.

Por Isabela Rosemback

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